domingo, 30 de janeiro de 2011

O Rio Jordão.

“No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba.”

(João 7:37)

O Jordão é um importante rio da Terra Santa, formando a fronteira natural entre Israel e a Jordânia. É um acidente geográfico que fica situado na Palestina e liga o Mar da Galiléia ao Mar Morto. Muitos Profetas, Reis, Faraós, Sacerdotes, povos e exércitos o atravessaram. Ali João Batista pregava o arrependimento, nele Jesus foi batizado, Josué, Elias e Eliseu o atravessaram sem molhar os pés e Naamã foi curado da lepra.

Suas nascentes então situadas na encosta do monte Hermon. Quando desemboca no Mar Morto, seu curso fica a 390 metros abaixo do nível do mar. Com cerca de 190 Km é uma das maiores fontes de água de Israel. No seu trecho final, corre entre margens desérticas. E quem vem do deserto obrigatoriamente terá que atravessá-lo para chegar a Canaã, a “Terra Prometida”. Você vem do deserto? – então terá que passar o “rio”!

O rio Jordão tem profundidade média de 1 a 3 metros e largura de 30 metros, mas na travessia, registrada no livro de Josué, capítulo três, estava quase sessenta vezes mais largo, algo como dois quilômetros. Era primavera, chove bastante nesta época, faz muito calor, e a neve das montanhas está derretendo. Muita água está sendo despejada no Jordão. O rio está transbordando, Josué 3:15b diz: “porque o Jordão transbordava todas as suas ribanceiras durante todos os dias da sega”. Às vezes, o momento que Deus reserva para tomarmos posse de nossas bênçãos é um dos momentos dos mais difíceis de nossa vida, como se fosse o teste final de nossa fé. Comumente, há diversos lugares onde é fácil atravessar o rio, mas agora, há uma corrente rugidora e não há como alcançar o outro lado do rio. O povo de Israel estava acampado diante de um rio violento, um rio furioso, de uma margem a outra era distante, não havia ponte, não havia barcos. Os inimigos não esperavam que Israel pudesse passar o Jordão, as águas degeladas avolumavam o rio de tal forma, que eles achavam que ninguém conseguiria atravessá-lo, nem com as embarcações da época, quanto mais a pé!

Jordão significa “aquele que desce” ou “lugar onde se desce”. Isso me trás a mente duas passagens bíblicas, a primeira se refere à Zaquel, o cobrador de imposto, que após subir em uma árvore para ver Jesus, devido sua baixa estatura, é surpreendido pelo convite de Cristo: “...Zaqueu, desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa.” (Lc 19:5), a outra, está registrada em Efésios 4:10 “Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas”. Permita-me fazer do rio Jordão uma alusão a Cristo:

De um lado está à Terra Prometida, do outro lado o deserto, fora da promessa. Em uma margem o Reino de Deus, na outra o reino do mundo. Jesus diz assim no evangelho de João: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (14:6). Ele abriu o caminho para que pudéssemos entrar na promessa, por sua graça temos acesso ao Reino dos Céus. Para o povo de Israel poder atravessar, o rio deveria esvaziar-se, as águas ficariam retidas em uma extremidade e na outra escoaria. Vejam a semelhança: “pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”. (Filipenses 2:6-8, grifo do autor). Todo seu sangue foi derramado na cruz do Calvário.

Muitos estiveram às margens do rio, inclusive eu! Por muito tempo vivi do lado de fora, algumas vezes entrei e saí, pois é possível entrar e sair no Reino dos Céus, como uma via de mão dupla. Deus percorreu o trajeto até a humanidade, abrindo o Caminho, agora, podemos trilha-lo em direção a Deus, ou retroceder. Confira João 10:9 “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem”, o texto diz: “entrará e sairá”. Jesus é a porta, e insiste para que entremos por Ele: “Respondeu-lhes: Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão” (Lc 13:24), e por que não poderão entrar? Será que a porta é estreita ao ponto de não caber todo mundo? Será esse o contexto? - Veja o que diz o verso seguinte: “Quando o dono da casa se tiver levantado e fechado a porta, e vós, do lado de fora, começardes a bater, dizendo: Senhor, abre-nos a porta, ele vos responderá: Não sei donde sois” (v. 25). Podemos concluir que a porta não é estreita no sentido não caber tudo mundo, e sim por poder ser fechada e trancada rapidamente, de tal forma que não se pode abrir. A Bíblia nos diz que não basta pegar o Caminho, é preciso permanecer nele.Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt 24:13).

A travessia do Jordão também significa mudança de atitude. A ocasião de atravessa-lo é sempre um momento de decisão, é tenso, é difícil, como ocorreu com o povo hebreu. As águas do rio Jordão eram “águas divisórias”, entre a posse da Terra Prometida ou o sonho desfeito. O apostolo Paulo narra à “travessia do Jordão” da seguinte maneira: “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado. Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.” (Ef 4:28-32), e continua sua narrativa por toda carta aos Efésios, narrando a mudança, mostrando o que é ser uma nova criatura.

Uma mulher foi trazida até a margem do “Jordão”, estava fora da “terra”, pois sua vida estava manchada, ela foi pega no ato de adultério, os que a trouxeram clamavam: “morte!” – Mas o “Rio” se abriu e ela passou para a outra margem (João 8). “Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.” (v. 10-11). Mas, por que Jesus não condenou a mulher adultera? Ele era o único que podia fazer isso (v. 7), como afirmou o apóstolo Paulo: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (2Co 5:21). Por que Jesus não a condenou? – No Evangelho de João encontramos a resposta: “E, se alguém ouvir as minhas palavras e não crer, eu não o julgo, porque eu vim não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo” (Jo 12:47). Ele não veio julgar, mas veio salvar o mundo! Reparem que na absolvição vem com uma ordem: “vai e não peques mais”, isso é mais que o processo de mudança na travessia, é a força necessária para a mudança de vida, pois o “vai” de Cristo inclui o “estarei” contigo.

Em qual das margens você está? – Se está na margem oposta do “Rio” não perca tempo, passe para o lado de cá, aproveite enquanto a “Porta” está aberta. E para quem já atravessou o “Rio”, não tema o perigo, não tema o inimigo, você possuirá a terra prometida, descanse nesta palavra: “Sabe, pois, hoje, que o Senhor, teu Deus, que passa diante de ti, é um fogo que consome, e os destruirá, e os derrubará de diante de ti; e tu os lançarás fora e cedo os desfarás, como o Senhor te tem dito” (Dt 9:3). Aquele que prometeu é fiel para cumprir.

Ev. Elias Codinhoto

4 comentários:

JESSICA disse...

evangelista essa mensagem do rio alegrou grandimente meu coração DEUS ABENÇOE VOCE E SUA FAMILIA....

Elias Codinhoto disse...

Glória Deus!
Obrigado por sua postagem!
Que Deus a abençoe ricamente!

Pr. Clayton disse...

Ai amado amei a mensagem, que Deus continue te usando assim, alíás que Ele te use mais com essa mesma graça!

Elias Codinhoto disse...

Glória seja dada a Deus por essa graça! (favor imerecido)