terça-feira, 3 de agosto de 2010

Águas Profundas

Ezequiel 47:5 E mediu mais mil e era um ribeiro, que eu não podia atravessar, porque as águas eram profundas, águas que se deviam passar a nado, ribeiro pelo qual não se podia passar.

Ezequiel é levado em visão a um rio que saía do templo de Deus, varias medidas foram estabelecidas e, a cada medida o rio se tornava mais profundo. Primeiro as águas davam pelos tornozelos, depois davam pelos joelhos, em seguida, davam pelos lombos, até chegar a um ponto em que as águas o encobriam, pois eram águas profundas. Conforme o texto bíblico, as águas desse rio levam vida, saúde e prosperidade por onde passam, o reino dos céus é semelhante a esse rio e, existem varias medidas para nos envolvermos nele, mas, cabe a cada um decidir o quanto quer se envolver. Não estou falando de salvação, pois Jesus a conquistou por completo, independente de quanto nos envolvermos no reino, se nós aceitamos a Cristo como Senhor e Salvador, então a salvação é nossa, isso é o que chamamos de “GRAÇA” (favor imerecido). Deus tem muito a oferecer, mas não obriga ninguém a aceitar, ele apenas diz: ...te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando o SENHOR, teu Deus, dando ouvidos à sua voz e apegando-te a ele; pois disto depende a tua vida e a tua longevidade... (Dt 30:19-20), Ele propõe a escolha, porém, é você quem decide se vai lançar-se nas águas e até que profundidade quer chegar.

Até que ponto você está envolvido com o reino dos céus? Qual a profundidade do seu relacionamento com Deus? O que aconteceria se você o buscasse um pouco mais?

No Salmo 42, Davi expressa seu desejo por comunhão com Deus, comparando-o com o anseio de uma corça pelas águas. É interessante saber que, a corça não busca as águas apenas para saciar sua cede, mas, quando está sendo perseguida por um animal predador, ela se lança nas águas para se proteger. O salmista deseja um envolvimento intenso com Deus, uma busca continua por intimidade com o Criador, e enfatiza que esse anseio intenso pela comunhão com Deus deve ser marca de todo crente. Com a expressão figurada, Davi tem sede das águas vivas que só Deus pode conceder (Jr 2:13), todo o seu ser clama pelo Deus vivo (confira as palavras de Jesus em João 4:13-14; 7:37-39).

Deus está te convidando a um relacionamento mais profundo, Ele quer te envolver em seu reino. Se você estiver disposto, Deus vai te conduzir as “águas profundas”, não se limite a entrar onde as águas encobrem seus pés, siga até o ponto onde não dá pé, onde você não se apóia em suas pernas. Quando estamos nadando em águas profundas, a resistência é sempre menor, pois não temos onde se apoiar.

O que Deus tem tirado de você? Onde você estava se apoiando? Na saúde? No trabalho? Na família? No ministério? Na igreja? No pastor? Ou em Deus?

Deus quer conduzi-lo nesse rio, levando vida, saúde e prosperidade. Não se apóie nas coisas deste mundo, lance sobre Ele toda sua ansiedade, siga um pouco mais alem, vá se envolvendo nesse rio do Espírito, e Deixe Deus conduzir sua vida!

Oséias 6:3 Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.

Ev. Elias Codinhoto.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Minha Grama Cresce Sempre Após a Chuva

Espessas nuvens se formavam no horizonte. Não era preciso ser um especialista para prever que o dia seria regado por muita chuva. Ao sinal chuva, é natural pensarmos em todo transtorno que a ela costuma causar, ainda mais para quem é paulistano. Prevemos as enchentes, o trânsito, a redução nas vendas, atraso nas entregas, ou seja, nos concentramos nos problemas. Como resultado vem à preocupação, ansiedade, mau humor e desmotivação, afinal, o que fazer em um dia chuvoso? E assim, vai se instalando a preguiça, distração, baixa produtividade e desanimo total. Mas será que a chuva só nos causa transtornos? Não haveria algum beneficio? – Atentando-me ao meu jardim, observei que “minha grama cresce sempre após a chuva”, verdinha, saudável e, apesar do trabalho que tenho em apara-la, o jardim fica magnífico. Olhar para “chuva” por essa ótica nos trás esperança e motivação, consequentemente, acabamos produzindo mais, pois apesar das enchentes, trânsito, redução nas vendas, atraso nas entregas, sabemos que a chuva vai passar, e se não nos motivarmos, poderá faltar forças na hora de aparar a “grama”.

*Redação redigida para entrevista de emprego em 18/6/10.

“Fecharam-se as fontes do abismo e também as comportas dos céus, e a copiosa chuva dos céus se deteve.” (Gênesis 8:2)

Ev. Elias Codinhoto

Continue Caminhando

Desfrute seu dia, a vida passa depressa...

Aprecie os pequenos momentos, alguns não voltam mais...

Aproveite as oportunidades, elas passam correndo...

Ame as pessoas, não sabemos quanto tempo às teremos...

Valorize o que é seu, muita gente não tem...

Quando pensar em parar, continue caminhando...

Pois quando chegar ao limite de sua visão, poderá ver um pouco mais além!

Ev. Elias Codinhoto

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Assimilando Problemas e Mudanças

“Então, Davi e o povo que se achava com ele ergueram a voz e choraram, até não terem mais forças para chorar”. (1 Samuel 30:4)

Davi e seus homens retornavam para suas casas na cidade de Ziclague, terra dos filisteus. De longe podiam ver a fumaça que subia da cidade. “Quando Davi e os seus homens chegaram, viram que a cidade tinha sido queimada e que as suas mulheres, os seus filhos e as suas filhas haviam sido levados embora” (1Sm 30:3 NTLH). Os amalequitas haviam saqueado a cidade, e também levaram todos que ali estavam, inclusive as mulheres de Davi, Ainoã e Abigail. Diante de tamanha catástrofe, a principio, só o que puderam fazer foi chorar até perderem as forças.

Nossas primeiras ações ao encaramos uma situação repentina, uma mudança brusca, um problema que nos pega de improviso, são decisivas, por isso temos que ter alguns conceitos pré-estabelecidos em nossas mentes. Como costuma dizer meu professor de marketing: “o inesperado sempre acontece e, raramente é uma surpresa agradável”. “Davi ficou profundamente angustiado, pois os homens falavam em apedrejá-lo; todos estavam amargurados por causa de seus filhos e de suas filhas. Davi, porém, fortaleceu-se no Senhor, o seu Deus” (v. 6 NVI). Podemos tirar lições importantes desta passagem:

De que valeu o tempo que perderam chorando e se lamentando?

Muitos agem desta forma diante do inesperado, dos problemas, crises ou mudanças.

Alguns dizem: “se” eu tivesse agido diferente, “se” não tivesse seguido por este caminho, Se... Se... Se... Na verdade, esses “Se’s” só nos distanciam do problema, não podemos mudar o passado, o único lugar no tempo que podemos fazer alguma coisa é no presente, por isso, o quanto antes estivermos plenamente no presente, nos ajudará a tomar uma atitude que realmente terá peso diante do problema.

Projetar o problema para o futuro é outra perda de tempo, do que vale ficar se lamentando: “e agora? O que vou fazer? Como vou viver sem isso? O que será de mim amanhã? E se eu precisar?...”. Como diz em Mateus 6:34 “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal”.Temos que aceitar os prejuízos, assimilar as mudanças e prosseguir. Como nos aconselha o apostolo Paulo: “Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fl 3:13-14). Isso é o fortalecer-se no Senhor, é olhar para Deus e não para o problema em si, é poder dizer: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fl 4:13).

Então, a primeira atitude que temos que ter diante do inesperado, é uma assimilação rápida do que aconteceu, sem nos apegarmos ao passado, nem projetar o problema para o futuro, aceitar os prejuízos. Algumas pessoas usam a expressão: “correr atrás do prejuízo”, quando deveriam dizer: “correr atrás de solução”.

Há alguns dias vivi uma situação dessas: deixei meu carro estacionado na rua enquanto estava na faculdade. No intervalo precisei buscar algo no carro, e adivinhem... Isso mesmo! Meu carro tinha sido furtado. Não dá para descrever o que se sente num momento desses. Ficamos meio que anestesiados, não queremos acreditar no que está acontecendo. Olhei em volta na esperança de ter me enganado e, o carro estar em outro lugar. Quando assimilamos o que aconteceu vem a faze da ação, a hora de tomar uma decisão. No meu caso, o que fiz foi: telefonar para policia comunicando o ocorrido e logo depois liguei para que alguém me buscasse no local. Admirei a forma que assimilei a situação, não fiquei concentrado no “se”, nem no “e agora?”, aceitei o prejuízo, pois meu carro não estava no seguro. No outro dia, comprei uma mochila e providenciei minha carteirinha de passe escolar, que levou alguns dias para ser emitida. Quanto mais demorasse a executar essa ação, maior seria o prejuízo, pois tive que pagar a condução integralmente até que saísse a carteirinha. Poderia ficar esperando que achassem meu carro, ou perder alguns dias de aula me lamentando pelo ocorrido. No entanto, meu carro não foi encontrado até hoje. Eu me fortaleci no Senhor e prossegui em frente. Meus dois irmãos se uniram e compraram um carro para mim, mas, assustadoramente, foi furtado no mesmo mês, tive que retomar a mochila e voltar a andar de “busão”. E não acabou por ai, pouco tempo depois, meu irmão me ajudou a comprar outro carro, que desta vez não foi roubado, mas bati de frente com outro carro e, além de ficar a pé de novo, tive que arcar com os prejuízos, e mais uma vez, retomar a muchilinha. Porém, a maneira rápida com que assimilei os prejuízos foi decisiva para que não parasse com meus estudos e trabalho, e ainda pude tirar grandes lições de toda essa situação.

Outra coisa muito importante é não sair correndo em qualquer direção, ou fazer a primeira coisa que vem a mente; veja que Davi foi prudente, primeiro buscou a direção de Deus: “Então, consultou Davi ao Senhor, dizendo: Perseguirei eu o bando? Alcançá-lo-ei? Respondeu-lhe o Senhor: Persegue-o, porque, de fato, o alcançarás e tudo libertarás” (v. 8). A atitude rápida de Davi foi decisiva para a sua vitória, se tivessem demorado mais, talvez não tivessem alcançado o inimigo. Como diz nos versos 18 e 19: “Davi salvou todos os que tinham sido levados como prisioneiros, incluindo as suas duas mulheres, e trouxe de volta tudo o que os amalequitas haviam tomado. Não ficou faltando nada: Davi levou de volta todos os filhos e todas as filhas dos seus homens e todas as coisas, grandes e pequenas, que os amalequitas haviam tomado”.

Esteja preparado para mudar rapidamente, muitas vezes.

Ev. Elias Codinhoto.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Jubrac em Oração

Olá Galera Abençoada!

A reunião de oração com a Jubrac* ontem foi maravilhosa!!!

Já estamos sentindo o agir de Deus e nossas forças têm sido renovadas.

A palavra que o Senhor nos deu foi baseada no Salmo 126, quando o povo de Israel retorna do cativeiro na Babilônia. Foram muitos anos de sofrimento, as crianças que foram para o cativeiro agora eram idosos, pois 70 anos se passaram. Tamanha era a alegria que o salmista descreve que eles estavam como os que sonham, pasmados, nos lembram o apostolo Pedro ao ser liberto da prisão em Atos 12:9. Nos dois últimos versos, o salmista transmite-nos todo seu aprendizado na Babilônia:

“Os que semeiam em lágrimas, com cantos alegria colherão. Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos” (Sl 126:5-6)

É como se o salmista dissesse: valeu à pena! Não me arrependo de ter trabalhado confiante no Senhor (Ec 9:10), pois no final Ele nos recompensou. Persista, mesmo se a dor vier, mesmo em meio a tristezas. Continue confiante, pois seus lábios se encherão de cânticos de jubilo, e voltarás com o fruto do vosso trabalho.

O Senhor nos chama ao trabalho, e aceitamos com a certeza da vitória!

Junte-se a nós!

Oração com os Jovens – todas as quartas-feiras das 20 as 21 horas.

Rua Tenente Laudelino Ferreira do Amaral, 888 – Tabernaculo Jacuí.

*Juventude Unidade do Brasil para Cristo

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Namoro Cristão

Aproxima-se o 12 de Junho, dia romântico, em que namorados trocam presentes e afagos. Uma data celebrada não apenas por casais solteiros, pois o namoro autêntico perdura em casamentos sadios. Alguns países comemoram em 14 de fevereiro, data da morte de Valentim, padre que lutou contra as ordens do imperador Claudius II, que havia proibido o casamento durante as guerras, acreditando que os solteiros eram melhores combatentes. Valentim continuou a casar os jovens que o procuravam para que não ficassem sem receber as bênçãos de Deus. Nesses países esta data também é chamada dia de Valentim (Valentine's Day). No Brasil, em 1953, representantes do comércio (que acharam uma ótima ideia para aquecer as vendas) escolheram o dia 12 de Junho por ser vespera do dia de Santo António, padre que pregava a respeito da importância do casamento na Idade Média, época em que o matrimonio estava em queda.

O namoro, o estágio inicial de um relacionamento entre homem e mulher, período para se conhecer e programar o futuro de seu relacionamento, antigamente não existia nos moldes que conhecemos hoje, o que existia, biblicamente falando, era o ser “desposado” ou “noivo”, período em que a noiva já havia sido escolhida (geralmente pelos pais) e o noivo voltava para casa de seus pais para preparar as bodas e providenciando moradia, porém, sem nenhum tipo de contato físico. Deus se apropria dos princípios do casamento Bíblico para fazer profunda analogia entre Cristo e a igreja (Ef 5:32), Jesus como o “Noivo” foi para o Pai preparar-nos as bodas e morada (Ap 19:7-9 e Jo 14:2-3). Com o tempo, foi surgindo o chamado “namoro de corte”, onde os pais estipulavam um horário para o rapaz visitar a moça, essa visita acontecia numa sala bem iluminada, onde o casal permanecia a distância no sofá, e a mãe da jovem ficava vigilante, quando davam 21 horas a mãe começava a tossir impacientemente para que dessa forma o pretendente percebesse que era hora de ir embora. Acredito que seus pais ou avós têm boas recordações desse tempo. O namoro mais moderno, no qual os casais saiam sem a companhia de uma terceira pessoa, surgiu por volta da década de 20, nos centros urbanos, a partir daí o namoro foi se tornando mais liberal até chegar aos dias atuais, quando foi substituído pelo “ficar”. O namoro moderno pode ter alguma vantagem, como a opção de escolher quem vai namorar, porém junto com a “vantagem” vieram os aspectos negativos como: o aumento da gravidez na adolescência, mães solteiras, o aumento de doenças sexualmente transmissíveis, entre outras. Sem mencionar a dignidade, pois a pureza da união matrimonial (Hb 13:4) tem sido abandonada, visto que o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos (2 Co 4:4). Em algumas igrejas evangélicas, um relacionamento onde o contato físico é mínimo ainda existe e vem ganhado forças a cada dia. Esse tipo de relacionamento é praticado por muitos jovens cristãos, pois visa um relacionamento que agrada a Deus, e é chamado de “namoro de corte” ou “namoro cristão”. Muitas pessoas, levadas pelo espírito do anticristo (1Jo 4:3), podem achar tudo isso uma grande besteira, mas o relacionamento íntimo (sexual) deve acontecer somente após o casamento, quando o casal tem certeza de seus sentimentos e anseios. Isso é algo maravilhoso, e deveria ser o padrão não só da igreja, mas também do mundo.

Faça a diferença nesta geração! Mantenha-se puro. A Bíblia diz em 1 João 3:3 “E todo o que nele tem esta esperança, purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro”. O namoro não deveria incluir relações sexuais. Esses desejos e atividades devem ser mantidas sob o controle de Cristo. A Bíblia diz em 1 Tessalonicenses 4:3-5 “Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santidade e honra, não na paixão da concupiscência, como os gentios que não conhecem a Deus.”

(Artigo desenvolvido para publicação no TBC News, em 13/06/2010)

Ev. Elias Codinhoto

quarta-feira, 26 de maio de 2010

A DOR QUE VEM APÓS

“Então, Judas, o que o traiu, vendo que Jesus fora condenado, tocado de remorso, devolveu as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e aos anciãos, dizendo: Pequei, traindo sangue inocente. Eles, porém, responderam: Que nos importa? Isso é contigo. Então, Judas, atirando para o santuário as moedas de prata, retirou-se e foi enforcar-se” (Mateus 27:3-5)

Até o momento do beijo (Lc 22:47b) era como se ele estivesse cego; ele não se lembrava dos milagres nem das palavras que faziam arder até o coração do mais vil pecador. Para Judas aquelas moedas significavam muito, era tudo que “precisava” (Jo 12:6). Com elas poderia comprar algumas coisas de valor, quem sabe abrir um negócio... Afinal, já que o Cristo tem que morrer, por que não tirar proveito disso? (Mc 14:10-11).

Acompanhado de uma multidão, Judas chega como se ninguém suspeitasse de seu plano e, como de costume, beija o mestre. As palavras de Jesus ficaram gravadas em sua mente: “Amigo, para que vieste?” (Mt 26:50). “Judas, com um beijo trais o Filho do Homem?” (Lc 22:48). O sentimento de remorso o atingiu como um raio, e agora ele queria poder voltar atrás. Sentiu-se como um ladrão que é apanhado com as mercadorias do furto em suas mãos e tenta escondê-las em vão. A partir de então, as conseqüências de seus atos o atormentariam. Os momentos que se seguiram ao beijo foram de intensa tortura mental, o mesmo espírito maligno que o incentivara a cometer a traição agora o persegue acusando-o. São os verdugos descritos em Mateus 18:34, pessoas encarregadas de castigar, de extrair a verdade pelo uso da tortura. Segue-se então um quebrantamento profundo e sem cura (Pv 6:15), a dor do após, o assombro da consciência pesada.

Muitas pessoas têm se deparado com essa dor; pessoas que acreditam ter certeza do que querem mesmo sabendo não ser essa a vontade de Deus. Seguem os desejos de seus corações como uma virgem que se entrega a seu parceiro antes do casamento; mas, que no instante seguinte à relação, percebe que deveria ter se guardado e já não tem como voltar atrás. Por um momento tão curto de prazer, ela desprezou sua honra, abriu mão do plano de Deus para sua vida. O sentimento seguinte é algo parecido à aversão que sentiu Amnom após deitar-se com Tamar, sua irmã (2Sm 13). O que ele sentia por sua irmã parecia ser algo tão forte que ele adoeceu (2Sm 13:2). Após tê-la forçado a se deitar com ele, foi tomado por um gigantesco sentimento de repulsa (2 Sm 13:15). A Bíblia diz que a aversão sentida por ele depois era maior que o “amor” que sentia anteriormente.

“Um quebrantamento sem que haja cura”, é assim que a palavra de Deus descreve esse sentimento (Pv 29:1). O quebrantamento é algo bom, desde que seguido de cura. É o que chamamos de arrependimento. Essa foi a diferença entre o que Pedro sentiu após negar Jesus (Lc 22:62) e o que Judas sentiu ao trair Jesus. Arrependimento e remorso são coisas diferentes, principalmente nas suas conseqüências. Digamos de uma maneira bem simplificada que: o remorso causa um “quebrantamento sem que haja cura”, e o arrependimento um “quebrantamento para a cura”.

Ambos são sentimentos que se seguem ao erro, o que difere um do outro são as decisões tomadas nos momentos imediatamente seguintes: Judas tentou aliviar sua consciência devolvendo as moedas aos principais sacerdotes, e como isso não removeu sua dor, foi enforcar-se. Pedro também sentiu a dor do quebrantamento, chorou amargamente, mas procurou a companhia dos irmãos e o perdão do seu Senhor. Creio que ao retornar aos outros ele não se conteve, foi logo abrindo seu coração: “Pequei irmãos! Neguei o Mestre! Por três vezes afirmei que não o conhecia, fui um covarde; logo eu que havia dito que jamais o abandonaria”.

Veja o que diz Tiago 5:16: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo”. Se você deseja ser perdoado de seus pecados, deve confessá-los a Deus (1Jo 1:9), mas, ser quer ser curado, deve confessar seus pecados a outros irmãos e pedir oração. Os primeiros cristãos não tinham receio em confessar publicamente seus pecados (At 19:18). O compartilhar em uma família de cristãos é algo prudente, seguro, é onde podemos receber a tão poderosa oração dos justos.

Hoje Deus quer trazer cura para as suas feridas, por isso te convida a ter coragem como Pedro e procurar alguém que tenha maturidade cristã, alguém em quem você confie, e abrir o coração confessando seus pecados para que haja cura.
Ev. Elias Codinhoto.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Vendo com Clareza


“Tendo olhos, não vedes? E, tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais” (Marcos 8:18).

Jesus é verdadeiramente o Mestre dos mestres! A maneira como nos ensina é fascinante! Observem esta seqüência de acontecimentos nas Escrituras Sagradas: No texto acima (Mc 8:18), Jesus criticou a maneira como seus discípulos viam, eles não conseguiam ver com clareza, não enxergavam as coisas espirituais. Então Ele os leva para uma aula prática. (Mc 8:22-23a NVI) “Eles foram para Betsaida, e algumas pessoas trouxeram um cego a Jesus, suplicando-lhe que tocasse nele. Ele tomou o cego pela mão e o levou para fora do povoado”. Jesus o leva para fora, assim seus discípulos não se distrairiam. Veja como o Mestre realiza esse milagre de uma maneira especial: A principio parece que falhou ao realizar o milagre (Mc 8:23b-24 NVI) “... Depois de cuspir nos olhos do homem e impor-lhe as mãos, Jesus perguntou: você está vendo alguma coisa? Ele levantou os olhos e disse: vejo as pessoas; elas parecem arvores andando”. Há duas maneiras de ver, uma natural, outra espiritual. Por diversas vezes Deus se refere aos homens usando arvores como ilustração (ex: Mt 7:17 “Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus”.), se não temos visão espiritual, não vemos claramente, não compreendemos, precisamos pedir a Deus que nos abra os olhos, como Eliseu fez com seu moço (2 Reis 6:17). Na maioria das vezes que passamos por lutas, não temos a visão muito clara, não enxergamos a ajuda divina, não vemos os recursos que Deus nos concede. “Mas uma vez, Jesus colocou as mãos sobre os olhos do homem. Então seus olhos foram abertos, e sua vista lhe foi restaurada, e ele via tudo claramente” (Mc 8:25 NVI). Cristo não faz nada pela metade, agora o homem vê com discernimento, essa é a visão espiritual, que nos dá clareza (discernimento).

O que era uma botija de azeite para uma viúva endividada até o pescoço? – Era o recurso para liberdade dos filhos e o suprimento para o resto da vida! (2 Reis 4). O que era a pequena funda contra o gigante? – Era a potente arma para derrubá-lo! (1 Sm 17). O que era uma simples vara, diante de faraó e seu exército? – Era a ferramenta que Moises usou para libertar o povo cativo! (Êx 4:2). A cruz era símbolo de maldição, perdição e morte, porém, quanto às mãos de Jesus Cristo foram cravadas nela, se tornou símbolo de benção, salvação e vida!

Quem tem a visão espiritual consegue enxergar as providências divinas mesmo nos pequenos sinais. Elias orou por chuva, Deus mandou uma pequena nuvem, mas o profeta sabia que o Senhor escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes (1 Co 1:27).

“Eliseu lhe perguntou: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. Ela respondeu: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite” (2 Reis 4:2).

A viúva tinha o azeite; Davi, a funda; Moises, a vara; Elias, a pequena nuvem; Jesus, a cruz.
E você, o que tem? O que Deus colocou em suas mãos? “O que tens em casa?”.

“Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1 Coríntios 10:13).

Não despreze a pequena nuvem, por mais que pareça pouco, quero desafiá-lo a crer que Deus pode fazer com isso grandes coisas (Pv 15:16). Peça para o Senhor abrir seus olhos, não fique com a visão distorcida, Deus quer que você veja com clareza; creia! Pois já está em tuas mãos!
“E ele lhes disse: Quantos pães tendes? Ide ver! E, sabendo-o eles, responderam: Cinco pães e dois peixes. [...] Todos comeram e se fartaram; [...] Os que comeram dos pães eram cinco mil homens” (Marcos 6 38, 42 e 44).

Ev. Elias Codinhoto.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

DÁ-ME UMA BÊNÇÃO!

“E ela disse: Dá-me uma bênção, pois me deste terra seca; dá-me também fontes de águas. Então, lhe deu as fontes superiores e as fontes inferiores”. (Josué 15:19)
Ela caminhou pela terra que seu pai lhe deu. Percorreu-a de um lado a outro pensando nas possibilidades que teria, em como administrar sua propriedade, afinal, foram muitos anos caminhando no deserto, sem ter morada certa. Isso sem falar na guerra, a grande luta para conquistar a terra. Mas e agora, o que plantar, onde deixar o gado, como construir a casa?
A meu ver, Acsa se assemelha a “mulher virtuosa” descrita em Provérbios 31, “Examina uma propriedade e adquire-a; planta uma vinha com as rendas do seu trabalho” (v16). “Ela percebe que o seu ganho é bom; a sua lâmpada não se apaga de noite” (v18). Ela reconhece que a terra é boa, mas lhe faltava uma coisa, não havia água. Como produzir sem água? Por melhor que seja a terra, ainda assim precisará de fontes de água, ou será como ter um excelente carro sem combustível. Ela precisava de água!
“Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água”. (Sl 63:1)
Talvez essa história se assemelhe a sua realidade. Quem sabe depois que você conquistou a terra descobriu que não havia água. A empresa é boa, mas você não prospera. Você se esforçou para entrar lá, foram muitas etapas no processo seletivo, ou simplesmente foi apresentado por alguém. Isso não importa agora, você precisa produzir, mas não sabe como. A cerimônia de seu casamento foi maravilhosa, perfeita em todos os detalhes. Você esperou muito até encontrar seu cônjuge, agora é uma realidade, mas não sabe administrar os conflitos. Lutou para passar no vestibular, é o curso que almejou fazer, mas não consegue assimilar a matéria e as provas estão chegando. Como cultivar nessa terra árida? As coisas saíram de seu controle!
Você já examinou a terra, e chegou à conclusão: “precisa de água”.
A água no texto simboliza vida, ou algo que gere vida. É como a inspiração para o compositor, pintor ou escultor. A bênção que revoga a maldição!
Dá-me uma bênção! (Clamou Acna ao pai) Pois me deste terra seca; dá-me também fontes de águas. Ela sabia que um pouco de água não seria suficiente, pois sempre precisaria de mais.
“Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço” (Pv 5:15).
Fazemos nossos planos, nos preparamos, porém esquecemos de que sempre precisaremos de “água”. Após batalhar pelo emprego, precisaremos de habilidades e competências para exercê-lo. No dia-a-dia de nossos relacionamentos, precisaremos continuar investindo em nosso cônjuge. A conquista não termina no altar, deve perdurar por toda vida. Após passar no vestibular vem o estudo. Você se preparou para isso? Realmente fez as contas de quanto tinha que investir? Contabilizou o cansaço, o estresse, as frustrações, as horas de dedicação, as lágrimas e a dor? Se preocupou com as parcelas da faculdade e esqueceu-se dos lápis, das canetas, das borrachas, dos lanches, dos livros, do tempo que precisaria para por em ordem os trabalhos...
É comum nos esquecemos de algo, algum detalhe sempre nos escapa, sem contar os imprevistos. Mas isso não significa que a terra não é boa, não quer dizer que deve pedir as contas no trabalho, nem desistir da faculdade. Muito menos abrir mão de seu casamento. Quem deu a terra a Acna? Não foi seu pai Calebe?! Quem te deu esta “terra”? Não foi seu Pai celeste?!
Peça ao Pai que lhe dê “fontes de água”! Que lhe dê estratégias, habilidades e competências no trabalho. Que lhe dê amor, paciência, respeito e graça no casamento. Que lhe dê concentração, sabedoria, disciplina e coordenação nos estudos (Lc 11:9).
“Pedi ao Senhor chuva no tempo das chuvas serôdias, ao Senhor, que faz as nuvens de chuva, dá aos homens aguaceiro e a cada um, erva no campo” (Zc 10:1).
Não desista da terra! Acna não desistiu da dela. Ela não pediu ao pai outra terra, pois sabia que o pai havia lhe dado do melhor. Acna pediu fontes de água. Peça a Deus ferramentas que o ajude a cultivar a terra. Peça sabedoria (Pv 4:5)!
Não estou dizendo que não possa mudar de emprego ou seu curso na faculdade, você só não pode mesmo deixar seu casamento (Ml 2:16, Mt 19:3-9). O que estou dizendo é: se você sabe que foi o Pai quem deu a “terra”, peça a Ele as condições de prosperar nessa terra, peça “fontes de água”, e creia que receberá! (Tg 4:2-3)
“Tu visitas a terra e a regas; tu a enriqueces copiosamente; os ribeiros de Deus são abundantes de água; preparas o cereal, porque para isso a dispões, regando-lhe os sulcos, aplanando-lhe as leivas. Tu a amoleces com chuviscos e lhe abençoas a produção” (Sl 65:9-10).
Nós como pais, sabemos dar boas coisas aos nossos filhos, Deus quer nos dar do seu Santo Espírito (Lc 11:9-13), para que possamos prosperar sobre a terra.
“Porque derramarei água sobre o sedento e torrentes, sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes; e brotarão como a erva, como salgueiros junto às correntes das águas” (Is 44:3-4).
Talvez você esteja se perguntando: “Por que o Pai não concede logo a terra com fontes de água?”. É porque Deus quer mais do que nos dar bênçãos, Ele quer relacionamento conosco, e isso vem através da oração.
“Ó tu que escutas a oração, a ti virão todos os homens,” (Sl 65:2).
Deus não quer apenas nos conceder uma bênção, Ele deseja que nos tornemos a bênção, para assim abençoarmos ao mundo (Gn 12:2). Seja a bênção em seu trabalho, para seus colegas, para seu patrão. Seja a bênção em seu casamento, para seu cônjuge, para seus filhos. Seja a bênção em sua escola, para seus amigos, para os seus professores. Seja bênção nessa terra, para seu próximo, para os perdidos.
“O resultado da oração não é necessariamente a mudança da realidade a respeito da qual se ora, mas a mudança da pessoa que ora.” (Ed Rene Kivitz)

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro), para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido” (Gálatas 3:13-14). “Sê tu uma bênção!” (Gn 12:2b)
Ev. Elias Codinhoto.

domingo, 4 de abril de 2010

Ouvir pela Palavra

“De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus.” (Romanos 10:17)

Há muitos mitos em torno desta pequena palavra chamada “fé”. Alguns acham que fé é pensamento positivo, outros pensam que é um tipo de “lâmpada mágica” ou “varinha de condão”, algo que realizará seus desejos. A melhor definição de fé que conheço, é a descrita pelo escritor aos hebreus: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.” (Hb 11:1). Examinando o capítulo 11 de Hebreus, descobriremos que a fé é o alicerce para tudo que realizamos como cristão, fazer qualquer coisa sem a fé é perda de tempo. “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hb 11:6). Mas a fé não existe por si só, ela esta intimamente ligada a Palavra de Deus, ou seja, a Palavra gera a fé para que creiamos na Palavra, pois tudo que vemos e sentimos vem da Palavra e, “Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” (Hb 11:3). A Palavra de Deus é a matéria-prima de todas as coisas (Gn1:11) “Disse Deus” e tudo foi criado. Caminhamos sobre a Palavra, tudo que tocamos veio da Palavra, na verdade, somos a Palavra de Deus materializada.
Provérbios 10:28 diz: “A esperança dos justos é alegria, mas a expectação dos perversos perecerá”. Podemos nos alegrar com a esperança, pois a Deus nos garante que somos mais que vencedores em Cristo (Rm 8:37), e prosseguimos nesta esperança, pois podemos ver o invisível (Hb 11:27) através da fé.
Note que nosso texto áureo (Rm 10:17) não diz “ouvir a palavra”, mas “ouvir pela palavra”. É como ter filtros nos ouvidos, você ouve algo, mas isso passa pela palavra antes de descer ao coração. Alguém diz, por exemplo: "você não pode", isso é filtrado pela palavra de Deus, ou seja, o que Deus diz a esse respeito, então, depois de passar pelo filtro da palavra, chega assim ao seu coração: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4:13). Se alguém diz que você não terá vitória, mas uma vez o filtro da palavra entra em ação: “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Rm 8:37). Se você não se sentir amado, também deve submeter seu sentimento a Palavra, então entenderá o grande amor que Deus tem por ti (João 3:16) e que os planos dele a seu repeito são planos de paz (Jr 29:11). Esse é um rico princípio sobre a fé, devemos filtrar o que ouvimos e sentimos, sempre tendo a Bíblia como referencial de fé, Deus revelará a nós primeiramente, como está escrito em Amós 3:7 “Certamente o Senhor JEOVÁ não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas”. Então podemos crer que a Palavra vem sempre antes da fé, “porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2:13). Fique de ouvidos atentos, pois Deus vai revelar ao seu coração o que irá fazer e, não se deixe levar pelas situações a sua volta.

“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos” (Sl 119:105).

Ev. Elias Codinhoto.